O jurídico nas empresas como investimento eficaz

Vanessa Louzada

As empresas bem estruturadas tomam decisões estratégicas, grande parte do tempo, guiadas por dados. Dessa forma, é natural que os alicerces de uma empresa bem-sucedida sejam pautados por efetividade. Antes visto como algo oneroso, o setor jurídico tem quebrado paradigmas nos últimos anos, muito disso devido à eficácia das legaltechs: startups da área do Direito que surgem com soluções tecnológicas que otimizam o tempo de advogados, reduzindo burocracias e prevendo possíveis problemas futuros. A “advocacia da nova era”, como preconiza a Deep Legal, um dos principais nomes em legaltechs no Brasil, desbloqueia oportunidades e faz dos esforços do setor jurídico uma fonte de inteligência gerencial para a empresa. Assim, o jurídico ajuda no desenvolvimento das estratégias de vitória e amadurece o mindset digital para todo o ecossistema. “Vivemos em uma era digital, em que as informações assertivas pautadas em dados são essenciais nas tomadas de decisões, é imperativo que a tecnologia seja aliada e esteja presente na rotina do ecossistema juridico”, avalia Vanessa Louzada, CEO da Deep Legal. “O Jurídico precisa de mais fluidez, inteligência analítica e mindset da nova economia para acompanhar toda a transformação digital que estamos vivenciando”. “Acreditamos que o jurídico pode ser visto como investimento, atingindo sua maturidade digital junto ao mercado. Essa transformação deve acontecer tanto nas empresas, quanto nos demais agentes deste ecossistema: órgãos competentes, escritórios, etc”.

Vanessa, como avalia o mercado das lawtechs?

Em ascensão.

Como surge a Deep Legal nesse contexto?

Imprescindível pela necessária análise de dados nas estratégias e na parte operacional.

Quais os principais pilares da Deep Legal?

Inteligência jurídica, maturidade analítica e transformação digital do Ecossistema.

Qual a importância dos dados para a empresa?

Não há como as empresas viverem mais sem a análise dos dados. As empresas do futuro são data driven.

Como esses dados são fundamentais para a gestão de riscos jurídicos?

Entendimento consultivo, prévio e contencioso das demandas. Entendimento do mercado, Análise de performances gerais. Mais eficiência na gestão.

Os processos se tornam mais assertivos a partir daí?

Sim, sem dúvida!

As empresas têm visto o jurídico como investimento?

Algumas sim outras não, pois, são muitos anos para mudar esse mindset enraizado. Isso precisa ser alterado de dentro pra fora. Do jurídico mais analítico e pró-negócio. Assim, essa visão se tornará mais clara.

Outro mote da Deep Legal é o que ela chama de advocacia da nova era. Quais as principais características dessa advocacia?

Colaboração entre times, pares e empresas. Mindset de inovação. Times Multidisciplinares. Contextos mais humanizados de entendimento e atendimento. Linguagem mais simplificada. Maturidade analítica. Conhecimento de gestão de negócios e solução de problemas.

Quais as ferramentas para medição dos resultados?

Ferramentas de Legal Analytics medem resultados desde que com fonte de dados estruturada e confiável.

Como aperfeiçoar esses resultados?

Aprimorando os padrões. As fontes de dados. Padronizando e parametrizando as informações. Tendo perguntas concretas para respostas objetivas.

Em que momento esses dados se transformam em valor para as organizações?

Em muitos momentos a depender do que se pretende extrair como “resposta” ou “Plano de ação”. Com esse olhar analítico, é possível corrigir erros operacionais. Possível criar estratégias. Possível implementar ajustes no fluxo para melhor eficiência.

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