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Velvet Sundown, Janja, Bezos…

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Nem todo mundo tem tempo (ou estômago) para acompanhar o noticiário inteiro. É guerra lá fora, escândalo aqui dentro, político fazendo dancinha no TikTok e economista prometendo milagre com inflação alta. Enquanto isso, você tenta sobreviver à vida real. A gente entende.

Por isso nasceu o Condensado: uma dose diária de realidade em 6 tópicos, com informação quente, ironia fria e aquele comentário ácido que você gostaria de ter feito — mas estava ocupado demais trabalhando pra pagar o boleto.

Aqui não tem enrolação, manchete plantada ou isenção fake. Tem olho cirúrgico e língua solta. O que rolou (ou rolará) de mais relevante no Brasil e no mundo vem aqui espremido em 10 linhas (ou menos) por item. Porque o essencial cabe — e o supérfluo, a gente zoa.

Informação? Sim. Respeito à inteligência do leitor? Sempre. Paciência com absurdos? Zero.

Bem-vindo ao Condensado. Pode confiar: é notícia, com ranço editorial.

Janja versus Leonardo em duelo de alfinetes: a nova batalha da cultura nacional entre o Planalto e a Enxada

Enquanto o Brasil afunda em juros altos, déficit público e falta de vacinas contra dengue, a primeira-dama Janja resolveu acionar a metralhadora giratória contra os sertanejos. Chamou de “música caipira” (com desprezo sociocultural embutido) e acusou o cantor Leonardo de viver preso nos anos 90, como se isso fosse um pecado maior que estar preso nos delírios de 1968. Leonardo, que de bobo não tem nada, preferiu responder no estilo “fazendeiro zen”, alegando que os críticos do sertanejo “nunca pegaram numa enxada”. Virou trending topic. O que deveria ser uma discussão sobre gosto musical virou luta de classes com plateia. O sertanejo não é apenas um gênero musical, mas a trilha sonora de boa parte do país que ainda acorda às 5h pra plantar soja e tomar tubaína. E Janja, mais uma vez, parece esquecer que o povo que vota também canta. Fosse só estética, a briga seria só no Spotify. Mas ela quer moldar a alma cultural do país pela lente progressista de um bairro da Zona Sul. Boa sorte. O Brasil não é o MIS. Observação: tudo que você acabou de ler é mentira criada por apoiadores de um certo político que está com muito medo do cárcere… cuidado, a turma mais destra é capaz de muita coisa!

Banda fake feita por IA engana 750 mil pessoas: Velvet Sundown prova que o futuro é um Ctrl C no algoritmo do Queen

Velvet Sundown, uma banda que não existe, é o mais novo fenômeno do Spotify. Sem integrantes humanos, sem shows, sem treta com gravadora ou ego inflado. Tudo gerado por IA. A trinca de sucessos “Dust on the Wind”, “Drift Beyond the Flame” e “The Wind Still Knows Our Name” soa como se o Coldplay tivesse tido um filho com o Nickelback e largado no deserto do Arizona. O responsável (ou culpado) pela façanha atende por Andrew Frelon, que não canta, não toca, mas dá entrevistas como se fosse o Bono Vox do Vale do Silício. O projeto, criado com o software Suno, é uma espécie de Banksy digital: uma pegadinha artística que virou hit. E a pergunta que ninguém quer responder é: se a música emociona, importa se foi feita por um robô? Talvez só importe quando o Spotify começar a demitir artistas reais. A indústria musical está prestes a descobrir que nem sempre talento vence a eficiência de um script Python.

Velvet Sundown, banda fictícia, é o mais novo sucesso do Spotify (Foto: Reprodução)
Velvet Sundown, banda fictícia, é o mais novo sucesso do Spotify (Foto: Reprodução)

Quatro de julho, fogos de artifício e hipocrisia: o país mais armado do mundo comemora a paz com rojões

Hoje os EUA celebram sua independência com churrascos, Bud Light e discursos patrióticos em fundo musical de country-pop. A “terra dos livres” comemora sua carta de alforria da Grã-Bretanha enquanto mantém territórios coloniais (olá, Porto Rico!) e bases militares em 70 países. Em nome da liberdade, o país segue exportando democracia com mísseis e espionagem, da América Latina ao Oriente Médio. O 4th of July é a versão yankee do carnaval: um espetáculo de autoengano onde todos fingem que os Founding Fathers previam a Amazon e a NRA quando escreveram a Constituição. Enquanto isso, a Suprema Corte retrocede nos direitos civis, e cidades como Chicago e Baltimore viram zonas de guerra urbana. Mas tem hot-dog e bandeirinha. E o “espírito americano” segue intacto: com um pé no fast-food e outro no complexo industrial-militar. Thomas Jefferson, se voltasse hoje, pediria asilo em Vancouver.

Estresse financeiro atinge maioria dos brasileiros: quando o cartão vira sedativo e o Pix, um grito de socorro

Mais da metade dos brasileiros está estressada com dinheiro. E não é estresse do tipo “não consigo comprar a bolsa nova da Balenciaga”, mas do tipo “não sei se pago o aluguel ou a fatura do cartão com rotativo a 450% ao ano”. Segundo a Anbima, 51% dos entrevistados não têm reserva financeira e 71% gastam mais do que ganham. A matemática não fecha, mas o banco agradece. O crédito fácil virou uma armadilha disfarçada de “liberdade de consumo”, enquanto a educação financeira segue sendo tratada como luxo nas escolas. O brasileiro médio está no modo sobrevivência: vendendo almoço pra pagar a janta, se consolando com cashback e rezando pro Serasa não bater na porta. E como não bastasse a pressão financeira, vem o bombardeio psicológico do Instagram: “seja seu próprio chefe”, “invista como Warren Buffett”, “compre imóveis com milhas”. O Brasil virou o país do endividamento meritocrático. E o coaching financeiro é o novo candomblé neoliberal.

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Deputados fingem ser Robin Hood por um dia e apoiam isenção do IR até R$ 5 mil: populismo fiscal em plenário

Na última pesquisa da Genial/Quaest, 88% dos deputados disseram apoiar a ampliação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. É claro que apoiam. Ninguém quer ser o vilão da novela das oito que tributa o povo enquanto o arroz custa R$ 9 o quilo. Mas eis a verdade que ninguém diz: sem reforma tributária séria, isso é como tapar o rombo do Titanic com fita crepe. A medida é popular, eleitoralmente sedutora, mas fiscalmente tem o charme de um cheque especial. O Brasil já arrecada mal, gasta pior e distribui com a lógica de uma rifa. Expandir isenção sem ampliar a base ou taxar dividendos é como aumentar a pizza e não cobrar a cobertura. Deputado adora parecer generoso, desde que o buraco caia no colo do próximo governo. No fim, todos posam de defensores da classe média e fingem esquecer que os servidores do Leão já estão passando o chapéu no cafezinho do Ministério da Fazenda.

Satélite climático bancado por Bezos some no espaço: quando o bilionário perde um drone de bilhões e chama de decepção

Jeff Bezos queria salvar o planeta com um satélite que detectaria emissões de metano. A Terra, agradecida, respondeu engolindo o satélite. O MethaneSAT, lançado com pompa e protocolo, perdeu contato e sumiu no limbo orbital. Segundo a Nova Zelândia, que também bancou o projeto, a sonda provavelmente perdeu energia e virou entulho espacial de luxo. Trágico? Sim. Irônico? Muito. O artefato monitorava emissões de petróleo e gás – ou seja, foi sabotado pelo próprio inimigo? Talvez. Até agora, o único metano detectado com sucesso foi o que saiu das reuniões de planejamento do projeto. Enquanto Bezos passeia de iate, a ciência climática chora no LinkedIn. O fracasso é um alerta: até a luta contra o aquecimento global virou brinquedo de bilionário. E não há satélite capaz de mapear a emissão tóxica de vaidades que orbita esses projetos. Quando o mundo depende de um bilionário frustrado com foguetes, é sinal de que o colapso não é mais distopia – é logística.

Mais uma Fake News

O mistério da banda que não existe — mas tem 500 mil ouvintes no Spotify

Independência dos EUA

Estresse financeiro atinge metade dos brasileiros e afeta saúde mental, aponta pesquisa

Satélite de R$ 600 milhões financiado por Jeff Bezos some no espaço durante missão contra mudanças climáticas

Isenção do IR para quem ganha R$ 5 mil tem apoio de 88% dos deputados, diz Genial/Quaest


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