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Bill Gates, The Economist, Perón…

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Nem todo mundo tem tempo (ou estômago) para acompanhar o noticiário inteiro. É guerra lá fora, escândalo aqui dentro, político fazendo dancinha no TikTok e economista prometendo milagre com inflação alta. Enquanto isso, você tenta sobreviver à vida real. A gente entende.

Por isso nasceu o Condensado: uma dose diária de realidade em 6 tópicos, com informação quente, ironia fria e aquele comentário ácido que você gostaria de ter feito — mas estava ocupado demais trabalhando pra pagar o boleto.

Aqui não tem enrolação, manchete plantada ou isenção fake. Tem olho cirúrgico e língua solta. O que rolou (ou rolará) de mais relevante no Brasil e no mundo vem aqui espremido em 10 linhas (ou menos) por item. Porque o essencial cabe — e o supérfluo, a gente zoa.

Informação? Sim. Respeito à inteligência do leitor? Sempre. Paciência com absurdos? Zero.

Bem-vindo ao Condensado. Pode confiar: é notícia, com ranço editorial.

Correios: uma carta para o abismo

Os Correios entraram oficialmente em fase de putrefação financeira. O prejuízo de R$ 2,59 bilhões em 2024 já era alarmante, mas o buraco se aprofundou: no primeiro trimestre de 2025, a estatal sangrou mais R$ 1,72 bilhão — mais do que o dobro do rombo no mesmo período do ano passado. Há falta de insumos básicos nas agências, fornecedores sem receber, atrasos com terceirizados, repasses ao fundo Postalis paralisados e, como cereja do bolo, agências agora também acolhem aposentados do INSS que foram vítimas de fraudes. É o caos prestando serviço ao desespero. O presidente da estatal é Fabiano Silva dos Santos, advogado do grupo Prerrogativas, alinhado ao governo Lula — o que parece mais credencial ideológica do que administrativa. Com a digitalização do mundo e a estagnação da empresa, os Correios viraram uma espécie de Titanic estatal: afundando lentamente, mas com a banda ainda tocando. E o contribuinte, claro, continua pagando a conta.

Chico Buarque opera o crânio, mas segue afinado

Chico Buarque foi submetido a uma cirurgia no crânio para aliviar a pressão intracraniana, nesta terça-feira (03/06), no Hospital Copa Star, no Rio. O procedimento foi conduzido por ninguém menos que o neurocirurgião Paulo Niemeyer — o sobrenome já sugere que o cérebro de Chico estava em boas mãos arquitetônicas. A operação foi simples, segundo os médicos, e Chico já está no quarto, com alta prevista para os próximos dias. A intervenção foi planejada e não emergencial — tanto que o cantor participou normalmente do show de Gilberto Gil no último domingo, onde os dois interpretaram a icônica “Cálice”. Entre metáforas políticas e poesia engajada, Chico continua sendo uma voz da resistência — inclusive à pressão intracraniana. O Brasil respira aliviado: seu compositor favorito segue vivo, lúcido e com o crânio sob controle.

Bill Gates promete US$ 200 bi e mira o futuro da África

Bill Gates anunciou que a maior parte dos US$ 200 bilhões que doará nas próximas duas décadas irá para a África. O discurso aconteceu na sede da União Africana, em Adis Abeba, e foi acompanhado por mais de 12 mil pessoas. A Fundação Gates quer priorizar países africanos que colocam saúde e bem-estar no topo da agenda — algo que, ironicamente, não parece estar em alta nos Estados Unidos nem no Brasil. Gates explicou que a decisão reflete seu desejo de enfrentar os maiores desafios humanitários onde eles mais doem. A promessa é bilionária, mas o foco é realista: doenças infecciosas, infraestrutura precária, desnutrição e acesso à educação. Na prática, é um bilionário tentando fazer mais pela África do que muitas nações ricas juntas. E com isso, Bill Gates se torna o tipo de imperialista que o mundo tolera: o da caridade meticulosa e, quem sabe, das planilhas bem organizadas do Excel.

Bill Gates doará bilhões nas próximas décadas para a África (Foto: Jornal Observador)
Bill Gates doará bilhões nas próximas décadas para a África (Foto: Jornal Observador)

Léo Lins condenado a mais de 8 anos de prisão

A Justiça Federal condenou o humorista Léo Lins a oito anos e três meses de prisão em regime fechado, por “discursos preconceituosos contra diversos grupos minoritários”. Ele também terá que pagar multa de 1.170 salários mínimos e uma indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos. O show “Perturbador”, gravado em 2022 e suspenso do YouTube em 2023, zombava de negros, idosos, obesos, pessoas com HIV, homossexuais, indígenas, judeus, evangélicos e mais — um verdadeiro buffet do politicamente incorreto. A sentença acolheu denúncia do Ministério Público Federal e reacende o debate sobre liberdade de expressão versus responsabilidade. Enquanto uns veem censura, outros veem justiça. O humor de Léo Lins talvez fosse melhor recebido no século XIX — ou em um universo paralelo onde o escárnio social ainda é confundido com coragem artística.

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The Economist censurada no Vietnã

A capa da edição asiática da The Economist, que retrata To Lam, líder vietnamita, com duas estrelas nos olhos e fundo vermelho, foi censurada no Vietnã. Distribuidores foram instruídos a rasgar a capa ou simplesmente não vender a revista. A reportagem, que segue disponível online, descreve Lam como um “homem forte” que precisa virar “reformador econômico” se quiser salvar o país da estagnação. Com a economia esfriando e o controle estatal aquecendo, a matéria foi recebida como uma ameaça. O governo alegou “não saber de nada” — resposta padrão para regimes que controlam tudo, inclusive a própria narrativa. O Vietnã está em 173º no índice de liberdade de imprensa da RSF, à frente apenas de países como Coreia do Norte e Eritreia. A mesma semana viu o jornalista Huy Duc ser condenado a 30 meses de prisão por “abusar da liberdade democrática”. Nada como um toque de orwellianismo tropical.

Recordar é Viver: Argentina, 1946: a chegada de Juan Perón ao poder

Em 1946, o general Juan Domingo Perón venceu as eleições e tornou-se presidente da Argentina, inaugurando uma era política que dividiria o país por décadas. Com apoio dos sindicatos e do voto popular, Perón construiu um governo de forte cunho nacionalista, intervencionista e paternalista — uma mistura de populismo com retórica social que virou escola. Sua mulher, Evita, se tornaria símbolo da adoração das massas e da política como espetáculo emocional. Perón ampliou direitos trabalhistas, nacionalizou setores estratégicos e comprou brigas com a elite e a imprensa. Para uns, um herói do povo; para outros, o criador do vírus populista que ainda circula no organismo argentino. Quase 80 anos depois, seu fantasma continua rondando a Casa Rosada — com diferentes nomes, sotaques e perucas. A Argentina mudou, mas a novela peronista permanece em cartaz.

Correios calcula corte de 3,7 mil empregos economia de R$ 1 bilhão ao ano com PDV e redução de ao menos 3,7 mil empregos

Chico Buarque, aos 80 anos, passa por cirurgia no crânio

Bill Gates afirma que irá doar R$ 1 trilhão para a África até 2045

Léo Lins é condenado a oito anos de prisão por publicar conteúdo preconceituoso e discriminatório contra minorias

Edição da Economist retirada das bancas no Vietname

Peronismo no Poder


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