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Brasil gamer: indústria em crescimento e orçamento mensal consolidam jogos digitais no centro do consumo

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A presença dos jogos digitais no cotidiano brasileiro se tornou constante, com partidas e compras virtuais aparecendo com frequência na rotina de entretenimento. Isso se reflete na maneira como o consumo de games entrou na lista de despesas mensais, lado a lado com serviços de streaming ou plataformas de música. Enquanto isso, a indústria global se adapta a um modelo mais acessível e multiplataforma, priorizando a experiência em diferentes telas.

Indústria em transformação

Em 2024, o mercado mundial de videogames registrou faturamento em torno de 224 bilhões de dólares, resultado que confirma a posição do setor entre os principais segmentos da economia digital. Empresas tradicionais de hardware e software para games têm investido pesado em serviços baseados em nuvem, catálogos amplos e acesso em múltiplos dispositivos, com presença forte de smartphones ao lado de consoles, PCs e portáteis híbridos.

No Brasil, pesquisa recente aponta que cerca de 43 por cento da população tem hábito de jogar em videogame ou computador. Entre essas pessoas, 77 por cento destinam até 250 reais por mês a jogos digitais, expansões, itens adicionais, skins, assinaturas e compras em plataformas especializadas. O levantamento indica ainda que 24 por cento mantêm algum serviço de biblioteca de jogos, 59 por cento costumam adquirir títulos digitais para consoles ou PCs, 15 por cento realizam esse tipo de compra todo mês e 92 por cento utilizam plataformas digitais como principal canal de aquisição.

Como diferentes formatos de jogo ocupam esse novo espaço

A partir desse cenário, fica claro que o orçamento destinado a jogos digitais se distribui entre experiências bem diferentes. Parte do público busca profundidade, narrativas elaboradas e sistemas complexos; outra parte prioriza sessões curtas, interface objetiva e leitura imediata da ação na tela.

Um exemplo do lado mais elaborado é Clair Obscur: Expedition 33, RPG com estrutura de turnos e elementos reativos em tempo real. Ele exige atenção tática, gestão de recursos e domínio de múltiplos sistemas de progressão. O jogo, ambientado em um universo de fantasia com estética inspirada na Belle Époque, propõe campanhas extensas, personagens com arcos bem definidos e construção contínua. A junção de campanha longa, narrativa densa e progressão profunda atrai jogadores que encaram o orçamento de games como investimento em experiência prolongada.

Na outra ponta, experiências mais diretas também ocupam esse cenário com força. O jogo Aviator, por exemplo, aparece como caso prático em que o usuário encontra rodadas curtas e interface intuitiva. Com forte apelo visual, ele apresenta um avião subindo em tela estilizada, enquanto um multiplicador cresce em tempo real. O jogador acompanha essa progressão e decide quando encerrar sua participação, antes que o avião saia da tela. Essa combinação de visual limpo, tema de aviação e interação rápida se encaixa bem nos hábitos de quem já destina parte do orçamento a esse tipo de atividade digital.

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O importante é a entrega de experiências que respondam a expectativas específicas: imersão longa para alguns, sessões breves e acessíveis para outros. O orçamento digital não discrimina entre profundidade e leveza, apenas exige que o jogo se conecte ao ritmo de vida do usuário.

Sinais para o futuro do mercado brasileiro de jogos

A tendência observada aponta para um mercado nacional que valoriza infraestrutura acessível, variedade de experiências e recorrência de consumo. Lançamentos futuros devem refletir esse cenário, oferecendo modelos de engajamento que respeitam tanto o tempo disponível quanto o envolvimento desejado de cada perfil de jogador.

Isso sugere um caminho em que o consumo de games no país tende a se expandir não apenas em volume, mas em maturidade, consolidando o entretenimento digital como parte integral da cultura de consumo contemporânea.

Fonte: Pexels


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