Como deve ser o cenário econômico em 2023
A WIT – Wealth, Investments & Trust é uma empresa especializada na gestão de patrimônio para pessoas, grupos familiares e empresas, atuando nas áreas de câmbio e remessas internacionais; assessoria de investimentos; seguros e benefícios; ativos imobiliários; consultoria patrimonial e serviços financeiros. A WIT tem escritórios em Curitiba (PR), cidade de São Paulo e nos principais centros econômicos do interior paulista: Campinas, São João da Boa Vista, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba e Votuporanga. Conta com uma equipe de mais de 200 profissionais que agregam valor ao seu patrimônio para que você valorize o melhor da vida (mote da empresa). Para uma melhor ilustração dos temas que envolvem a economia nacional e internacional, trouxemos a palavra do head de produtos da WIT Invest, Victor Inoue: “As estatais e empresas com endividamento alto devem sofrer maior volatilidade. É um momento em que é arriscado comprar um ativo apenas porque caiu muito e parece ter ficado barato. Exportadoras por terem receita em dólar se tornam uma boa opção defensiva na carteira, apesar da tendência de queda do dólar frente a outras moedas”. Victor Inoue ainda afirma: “O impacto de uma China com políticas de Covid menos restritivas é muito positivo. Já observamos uma mudança de postura das lideranças chinesas, e o foco voltou a ser crescimento econômico”.
O risco fiscal está sob controle?
O risco fiscal não está sob controle. A PEC apresentada pelo Governo eleito levaria a um déficit de até 2,6% do PIB em 2023 e permaneceria em terreno deficitário pelo menos até 2026. Caso a PEC não seja desidratada, podemos entrar em um cenário de dívida insustentável levando a uma situação de dominância fiscal.
Você acredita que teremos um cenário de deflação como visto nos meses anteriores?
Não acreditamos que o BCB reduza a Selic nas próximas reuniões. No cenário pré-eleição esperávamos o início de cortes no segundo semestre de 2023, mas devido aos ruídos recentes sobre política fiscal o cenário se tornou muito incerto. Também não esperamos nova deflação, o efeito dos cortes de impostos já foi completamente absorvido.
Quando você acredita que deve se iniciar o ciclo de queda de juros no Brasil?
Antes das eleições, esperávamos que o ciclo de queda começasse no início do segundo semestre de 2023. Com a piora do risco fiscal, isso se tornou ainda mais incerto. Em geral, nos ciclos de juros os ativos de riscos tendem a performar bem. Bolsa e ativos de renda fixa com vencimentos mais longos seriam os mais beneficiados.
Existe um movimento positivo em ações de varejo e também nos fundos imobiliários e de construção civil. Seria uma retomada destes setores?
Bancos e seguradoras tendem a performar melhor em cenário de juros altos, por conta do aumento dos spreads e do ganho financeiro do Float, respectivamente. Em relação à construção civil e varejo, são setores que se beneficiam de juros mais baixos.
Caso a China (principal parceiro comercial do Brasil), comece a flexibilizar sua política de Covid Zero, quais os impactos para o nosso país em 2023?
O impacto de uma China com políticas de Covid menos restritivas é muito positivo. Já observamos uma mudança de postura das lideranças chinesas, e o foco voltou a ser crescimento econômico. Tivemos um rally de mais 20% no preço do minério de ferro, com IMAT acompanhando parte dessa alta.
Você acredita que o investimento estrangeiro vai continuar em 2023?
Acredito que sim. A postura do Governo Lula em relação a assuntos como Meio Ambiente e desigualdade facilita a atração de capital internacional. Mas para que isso ocorra precisamos de um fiscal minimamente estável.
Quais os fundamentos que o investidor analisa no Brasil que são favoráveis ao nosso país?
Começando pelos pontos positivos, quando olhamos para Bolsa, o Ibovespa tem uma composição muito atrativa devido sua exposição a commodities e ao fator valor, na renda fixa nosso juro real elevado também é um ponto forte, a relação risco/retorno está bem interessante, principalmente em títulos atrelados à inflação. O que mais pesa para o investidor hoje é a incerteza fiscal, inflação americana deixou os holofotes.
Na sua visão, quais ativos da renda fixa e renda variável devem ser mais afetados no que resta de 2022 por conta desta volatilidade?
Em renda variável, os ativos mais afetados devem ser as estatais. Ainda é muito incerto como o Governo irá lidar com empresas como Petrobras e Banco do Brasil. Na renda fixa, os títulos pré-fixados sofrem a maior volatilidade. O mercado de juros sofreu muito com a expectativa de um Governo expansionista.
Como o investidor deveria posicionar a sua carteira neste período de transição?
Em renda variável, a preferência é por empresas de qualidade, principalmente com baixa alavancagem e poder de repasse de preços. Na renda fixa, o pré-fixado se tornou mais arriscado. Preferência por ativos pós-fixados e inflação.
Quais são os ativos que devem ser evitados na renda variável neste período de transição?
As estatais e empresas com endividamento alto devem sofrer maior volatilidade. É um momento em que é arriscado comprar um ativo apenas porque caiu muito e parece ter ficado barato. Exportadoras por terem receita em dólar se tornam uma boa opção defensiva na carteira, apesar da tendência de queda do dólar frente a outras moedas.
Nas ações da Bolsa, existem setores que devem ser evitados neste período de transição?
Setores sensíveis a aumento de juros e com valuation esticado tendem a sofrer mais nesse período de incerteza enquanto o setor de commodities e elétricas são mais resilientes.
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