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Do lado de lá com Federico Fellini

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Federico Fellini nasceu em 20 de janeiro de 1920, em Rimini, Itália. Iniciou sua carreira como cartunista e escritor de roteiros, colaborando com Roberto Rossellini em Roma, Cidade Aberta (1945), marco do neorrealismo italiano. Seu talento logo o levou à direção, estreando com Mulheres e Luzes (1950), codirigido com Lattuada. Em 1954, com A Estrada da Vida, venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, firmando seu estilo lírico e onírico. Fellini desafiou convenções narrativas, entrelaçando memória, sonho e fantasia. A Doce Vida (1960) e 8½ (1963) são consideradas obras-primas do cinema mundial. Foi casado com a atriz Giulietta Masina, protagonista de vários de seus filmes. Seus trabalhos foram profundamente pessoais, abordando temas como identidade, decadência moral e o inconsciente. Ganhou quatro Oscars de Filme Estrangeiro e um honorário em 1993 pelo conjunto da obra. Fellini criou um universo próprio, marcado por personagens excêntricos e cenários barrocos. Seu nome virou adjetivo: “felliniano” representa o surreal e o extravagante. Apesar do prestígio, recusava o rótulo de intelectual. Morreu em 31 de outubro de 1993, um dia após completar 50 anos de casamento. Seu legado permanece vivo como símbolo do cinema como arte maior.

12 frases marcantes de Federico Fellini:

“O cinema é um modo divino de contar a vida.”

“Tudo é imaginado. A vida é imaginada.”

“Não acredito que exista uma separação entre sonho e realidade. Para mim, tudo é real.”

“Sou um mentiroso que diz sempre a verdade.”

“O artista é aquele que sonha com os olhos abertos.”

“O que mais desejo é ser compreendido como alguém que procura sinceramente compreender a si mesmo.”

Fellini criou um jeito próprio, com vários personagens excêntricos (Ilustração: Coelho)
Fellini criou um jeito próprio, com vários personagens excêntricos (Ilustração: Coelho)

“Cada idioma é uma maneira diferente de ver o mundo.”

“Não tenho mensagens a transmitir. Tenho imagens.”

“A única forma de ser levado a sério é não se levar a sério.”

“Nunca confie num cineasta que fala mais do que filma.”

“O pecado capital do cinema é o tédio.”

“Um bom filme nasce da necessidade interior de dizê-lo, não da intenção de agradar os outros.

Mensagem do Além

Pergunta psicografada para Federico Fellini

(Recebida numa noite enevoada, durante uma sessão espírita conduzida entre os bastidores abandonados de Cinecittà. O médium teve uma convulsão leve ao tocar em uma bobina de filme 16 mm. Quando recobrou os sentidos, estas palavras estavam rabiscadas em batom vermelho num espelho de camarim quebrado.)

Pergunta:

Se pudesse retornar por alguns minutos ao set da vida, o que diria aos cineastas de hoje — tão obcecados por algoritmos, fórmulas de roteiro e finais testados por audiência?

Leia ou ouça também:  Do lado de lá com Rabelais

Resposta psicografada:

“Diria: joguem fora o storyboard e filmem o que escapa pelos cantos dos olhos. O cinema não é uma equação — é um delírio com câmera. Se a imagem não sonha, não serve. A verdade está no grotesco, no absurdo, no sublime improviso de uma alma sem maquiagem. Parem de explicar — deixem o mistério entrar no enquadramento. Os grandes filmes não respondem: eles perturbam. E não se enganem: a beleza que agrada ao mercado morre no trailer. Abram espaço para o silêncio, para a dúvida, para o riso triste. O cinema não deve ser útil — deve ser necessário como um pesadelo doce. E por favor: jamais deixem os contadores de cliques dirigirem o espetáculo. Eles matam a luz com planilhas.”

— Fellini, ainda montando um carrossel invisível entre as nuvens de Rimini.


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