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Do lado de lá com Karlheinz Stockhausen

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Karlheinz Stockhausen (1928–2007) foi um dos compositores mais influentes e controversos do século XX. Nascido na Alemanha, teve uma infância marcada pela perda precoce dos pais durante a Segunda Guerra Mundial. Estudou música em Colônia e Paris, onde teve contato com Olivier Messiaen, que influenciou fortemente sua formação. Tornou-se pioneiro da música eletrônica e da música concreta, trabalhando no estúdio de Colônia e explorando sons eletrônicos antes de muitos de seus contemporâneos. Suas obras experimentais desafiavam convenções e buscavam espiritualidade, como em Gesang der Jünglinge (1956), que combinava voz humana com som eletrônico. Outro marco foi Kontakte (1958–60), que explorava a espacialização do som. Stockhausen também compôs obras orquestrais e vocais inovadoras. Sua ópera em sete dias Licht é uma das mais ambiciosas da história da música. Defendia a ideia do compositor como um médium cósmico, o que lhe rendeu tanto admiração quanto críticas. Teve grande impacto em músicos contemporâneos, incluindo artistas da música eletrônica e experimental. Faleceu em 2007, aos 79 anos, deixando uma obra vasta e profundamente original.

12 frases marcantes de Karlheinz Stockhausen:

“A música é a linguagem dos anjos.”

“Compor é ter uma ideia clara e realizá-la com exatidão absoluta.”

“Sou um explorador do som, um astronauta do espírito.”

“O compositor deve ser um profeta que escuta o cosmos.”

“O tempo é a substância da música; moldá-lo é meu ofício.”

“Não existe som feio. O que existe é escuta limitada.”

Stockhausen foi um dos compositores mais importantes do século XX (Ilustração: Coelho)
Stockhausen foi um dos compositores mais importantes do século XX (Ilustração: Coelho)

“A verdadeira música está além do gosto pessoal.”

“Cada som tem um universo dentro de si.”

“A música eletrônica nos liberta das amarras da tradição instrumental.”

“Quero levar o ouvinte a uma experiência fora do tempo e do espaço.”

“A partitura é apenas uma sugestão do que pode ser vivido no som.”

“Minha música é feita para ser ouvida com todo o corpo, não só com os ouvidos.”

Mensagem do Além

Pergunta psicografada para Karlheinz Stockhausen

(Recebida em uma sala reverberante, onde fios de cobre pendiam do teto como nervos expostos. Osciladores pulsavam em frequências inaudíveis, e um cheiro metálico de ozônio e fita magnética impregnava o ar. O médium, com olhos semicerrados e dedos em forma de antena, sintonizava o vazio como quem ajusta um dial antigo à procura de estática sagrada. No centro da sala, uma fita cassete girava sozinha, emitindo ruídos indecifráveis. Um som agudo — como se o próprio tempo fosse arranhado por dentro — ecoou. A resposta veio modulada, entre silêncios digitais e frases entrecortadas, como uma transmissão interplanetária interceptada por engano.)

Pergunta:

Karlheinz, o que você diria aos compositores que ainda se sentem sufocados pelas regras, formas e modismos da música contemporânea?

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Resposta psicografada:

“O que chamas de regras são apenas as preguiças dos mortos. Não componham para agradar — componham para transformar. Os sons não precisam ser dóceis. Aprendam a escutar o que ainda não foi dito. Quando mergulhei no ruído, ouvi mais verdade do que em mil sinfonias. A tradição é uma prisão com janelas douradas. Arrombem. A forma só serve ao espírito quando explode. Usem o tempo como um escultor usa o mármore: para libertar o invisível. Lembrem-se de que o silêncio também compõe. O universo é feito de pulsações. Vocês são antenas — não bibliotecários. As partituras devem ser mapas para o êxtase, não grades para a razão. Sejam radicais no gesto e ternos no risco. A música não é indústria, nem ornamento, nem passatempo. A música é oração elétrica. Compor é acender luzes onde ainda reina o escuro. E se ninguém entender, melhor ainda. Não componham para o entendimento. Componham para o espanto. Para o abismo. Para o que virá depois do humano.”

— Stockhausen, do além, com os ouvidos ainda colados à frequência das estrelas.


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